O emagrecimento é um tema amplamente discutido na atualidade, sendo muitas vezes associado à busca por saúde, bem-estar e qualidade de vida.

Contudo, é essencial compreender que perder peso de forma saudável vai além de dietas restritivas ou métodos rápidos; trata-se de adotar hábitos sustentáveis que promovam equilíbrio físico e mental.
Conhecendo o Dr Frederico Anselmo

Meu nome é Frederico Rodrigues Anselmo. Me formei em medicina pela Faculdade de Medicina da UFMG na turma de 1998.
Fiz residência em Clinica Médica credenciada pelo MEC no Hospital Alberto Cavalcanti, pertencente à rede FHEMIG.
Continuei minha formação com uma nova residência, agora em Terapia Intensiva, no Hospital Joao XXIII, também pertencente a rede FHEMIG. Desta residência, obtive o título de Especialista em Terapia Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira – AMIB
Por fim, fiz a especialização em Endocrinologia e Metabologia no Hospital Felicio Rocho. A partir desta especialização, obtive o título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – SBEM.
Tode esse caminho me ajudou a ter uma visão bem completa da medicina, desde as consultas no consultorio, passando pelas internações em enfermarias e apartamentos, até os casos mais graves e complexos da UTI.
Em toda a minha carreira, tenho como princípio inabalável a obediência a princípios éticos da medicina e sempre tomando minhas de decisões clinicas embasadas no conhecimento científico consolidado.



Como entender o processo de Emagrecimento
A base do emagrecimento saudável está em criar um déficit calórico, ou seja, consumir menos calorias do que se gasta.
Calorias: a chave para o Emagrecimento

A calorias nada mais são do que uma “medida” da quantidade de energia que ganhamos diariamente pela ingestão dos alimentos.
A única forma de ganharmos calorias é através da alimentação.
Tudo que ingerimos em um período de 24 h tem um potencial de nos fornecer calorias, com exceção da água. Chamamos isso de “Potencial Calórico”
Alguns alimentos possuem um potencial calórico muito baixo (ex.: alface). Outros, possuem um potencial calórico muito alto (ex.: castanhas, chocolate).
Cuidado!! O Tipo de Alimento que nos Fornece as Calorias Também É Importante.
Nem todas as calorias são iguais!! O tipo de alimento de onde elas se originam e a forma como esses alimentos são digeridos podem influenciar no maior ou menor acumulo dessas calorias.
Tipo de alimentos: As calorias que ganhamos ao ingerirmos alimentos ultraprocessados promovem um impacto negativo no controle metabólico e na regulação hormonal.
Essas alterações facilitam o armazenamento dessas calorias, favorecendo o ganho de peso.
Por outro lado, alimentos ricos em fibras ( ex: vegetais, arroz integral, farina de trigo integral) fazem com que nutrientes como os carboidratos sejam absorvidos pelo nosso organismo de forma mais lenta, diminuindo o ganho de peso causado por esses alimentos.

Digestão dos alimentos: existe um termo cientifico conhecido como “Efeito Térmico dos Alimentos”.
Esse efeito representa a energia que o corpo gasta para digerir, absorver e metabolizar os alimentos que consumimos.
Esse processo contribui para o gasto energético total e pode influenciar o controle do peso corporal.
Como funciona o Efeito Térmico dos Alimentos?
Quando ingerimos alimentos, nosso organismo precisa de energia para quebrar as moléculas dos nutrientes, absorvê-los e utilizá-los para funções metabólicas. Esse processo gera calor e aumenta o gasto energético.
As Proteínas (carnes magras, ovos, leguminosas) possuem um efeito térmico mais elevado do que gorduras ou carboidratos.
O efeito térmico dos alimentos pode:
- Ajudar no controle do peso, aumentando o gasto diário de energia.
- Promover maior saciedade, auxiliando na regulação do apetite.
Resposta hormonal ao alimento: Açúcares e gorduras saturadas podem desregular a ação de alguns hormônios, como a insulina e a leptina, favorecendo o ganho de peso.
Na pratica, esses dados mostram que a quantidade de calorias ingeridas é importante, mas a qualidade da alimentação e o equilíbrio entre os nutrientes são fundamentais para mantermos um peso saudável.

Como se faz o gasto de calorias?
Gasto Energético Basal
Vamos começar pelas calorias que gastamos simplesmente para ficarmos vivos.
Para que nosso coração bata, para que nosso corpo permaneça na temperatura adequada, para que possamos respirar, para que nossos rins funcionem, gastamos calorias.
A este gasto de calorias chamamos de gasto energético basal.
Como Faço Para Aumentar Meu Gasto Energético Basal?
Atualmente, não existem medicações ou alimentos que aumentem o nosso Gasto Energético Basal de forma segura.
A única forma que temos para fazer este aumento é com o ganho de massa magra ( musculo).
O músculo gasta mais energia para se manter funcionante, mesmo durante os períodos de repouso.
Por outro lado a melhor forma de ganharmos massa magra é com atividade física resistida – musculação!


Existe no imaginário popular a crença em “alimentos termogênicos”. Estes seriam alimentos ou suplementos que aumentariam o gasto energético basal devido a “queima de gordura”.
Do ponto de vista científico, vários estudos já mostraram que:
- Os suplementos termogênicos que podem ser ingeridos não mostraram, em estudos clínicos, maior perda de peso nas pessoas que os usaram em comparação aos que não usaram.
- Mas cuidado! A ingestão exagerada dessas substancias pode leva a arritmias cardíacas
- Os suplementos termogênicos que conseguem aumentar de forma significativa nosso gasto energético basal não podem ser ingeridos, pois causam graves efeitos colaterais, podendo causar ate mesmo a morte de quem os ingere.
Gasto Energético das Atividades
A partir do momento que levantamos da cama pela manhã, tomamos um banho, arrumamos a casa, dirigimos nosso carro e vamos trabalhar, cada uma dessas ações gasta uma quantidade a mais de calorias.
Além disso, temos o gasto energético das atividades físicas, onde uma maior quantidade de calorias será gasta.
Observe que o gasto energético das atividades é muito variável. Ele depende, por exemplo, do tipo de trabalho que uma pessoa tem.
Essa pessoa pode trabalhar assentada durante todo o dia ou trabalhar caminhando durante a maior parte do dia.
Emagrecimento: O oscilar da Balança

Para que consigamos emagrecer, obrigatoriamente temos que perder mais calorias do que ganhamos.
Isso acontece devido ao fato de que, todo excesso de calorias que ingerimos e não gastamos é transformado e armazenado na forma de gordura.
A gordura tem a função, dentre várias outras, de funcionar como uma reserva de energia para o nosso corpo.
Por outro lado, quando gastamos mais calorias do que ganhamos, o nosso corpo precisa retirar as calorias armazenadas na gordura do nosso corpo para suprir as suas necessidades.
Desta forma, perdemos gordura e emagrecemos.

O excesso de calorias está cada vez mais presente na alimentação contemporânea.
Temos cada vez mais acesso a alimentos saborosos, baratos e com quantidades muito alta de calorias.
Devido a isso, a obesidade tem aumentado de forma alucinante no mundo e no Brasil.
Os dados mais recentes sobre obesidade no Brasil mostram um cenário preocupante:
- 31% da população brasileira vive com obesidade, o que equivale a cerca de um em cada três brasileiros.
- 68% da população adulta está acima do peso, incluindo aqueles com sobrepeso e obesidade.
- Projeções indicam que, até 2030, a obesidade pode atingir 33,4% dos homens e 46,2% das mulheres no país.
- Entre adolescentes, a obesidade afeta cerca de 12,57%, enquanto 18,6% estão com sobrepeso.

Esses números refletem mudanças nos hábitos alimentares, como o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, e a redução da prática de atividades físicas.
Além disso, fatores socioeconômicos e a falta de acesso a alimentos saudáveis também contribuem para o aumento da obesidade
Como avaliar as calorias para que eu possa emagrecer?
Ganhamos calorias a partir dos nutrientes que ingerimos nas nossas refeições: carboidratos, gorduras e proteínas. Cada um desses nutrientes nos fornece uma quantidade de caloria.

- Carboidratos: cada 1g de carboidrato (ex.: açúcar, arroz, farinha) nos fornece 4 kcal
- Proteínas: cada 1g de proteína (ex.: carne, ovo, leite) nos fornece 4 kcal
- Gorduras: cada 1g de gordura (ex.: óleo de soja, banha de porco, óleo de coco) nos fornece 9 kcal
Assim, de acordo com a quantidade desses nutrientes na nossa alimentação, podemos ganhar mais ou menos calorias.
É muito mais fácil ganhar calorias do que perder calorias.

Apesar de não ser considerado um “alimento”, o álcool presente nas bebidas alcoólicas também nos fornece calorias.
Cada 1g de álcool ingerido nos fornece 7,0 kcal!!
Quantas calorias preciso perder para emagrecer?

Quando falamos em emagrecimento estamos pensando em perda de gordura.
Fazendo uma conta simples: se cada 1 g de gordura tem 9 kcal, para perdermos 1 kg de gordura (que é igual a 1000 g ) temos que perder 9.000 kcal!!!
O raciocínio para o ganho de gordura é similar: para ganharmos 1 kg de gordura temos que armazenar 9.000 kcal.
O Conceito de Déficit Calórico
O conceito de Déficit Calórico refere-se ao ato de gastarmos mais calorias do que ganhamos.
A capacidade de gastarmos calorias é limitado. Afinal de contas, temos um limite físico para a pratica de atividades.
A capacidade de reduzirmos a ingestão de calorias também é limitado! É obvio que precisamos da alimentação para ficarmos vivos e saudáveis.
Desta forma, a melhor maneira de atingirmos um déficit calórico é associando as duas estratégias: Controle na quantidade e na qualidade das calorias ingeridas + atividade física regular.

Quando falamos de déficit calórico, cada pessoa é única. Muitas vezes, um esquema que funciona bem para uma pessoa não é adequado para outra.
A perda de peso é um processo lento. Ele se assemelha mais à uma maratona do que a uma corrida de 100 metros!
Emagrecimento, disciplina e perseverança
O emagrecimento saudável é um processo demorado.
A maneira mais correta de se fazê-lo é associando um plano de atividade física regular e uma dieta equilibrada.
Atividade física e emagrecimento
A Organização Mundial da Saúde ( OMS) e o Ministério da Saúde recomendam a realização de atividade física regular, em um tempo mínimo de 150 min por semana. O tempo ideal de atividade física é de 300 min por semana
Atividade aeróbica
Temos como exemplos de atividade aeróbica a caminhada, a corrida, a bicicleta e a natação. Esse tipo de atividade é fundamental para melhorarmos nosso preparo cardiovascular e respiratório. Entretanto, esse tipo de atividade física não é a que mais queima gordura.

Atividade resistiva
Temos aqui como principal exemplo a musculação
Estudos clínicos já mostraram que a musculação é a forma mais eficiente de se queimar gordura.
O ganho de massa magra (músculos) aumenta o nosso metabolismo basal, fazendo com que gastemos mais calorias mesmo em repouso.
Mas atenção!, A musculação, apesar de queimar mais gorduras, pode não mudar muito o valor da balança!
Isso porque, com a musculação, perdemos massa gorda, mas também ganhamos massa magra.
Essa troca é muito boa, mesmo que não tenhamos grandes mudanças no nosso peso.


O ideal é que possamos associar os dois tipos de atividade física: a aeróbica e a resistiva, dentro daqueles 300 min por semana.
A atividade física é um dos fatores mais importantes para mantermos uma boa saúde.
- Estudo clínico recente comparou pacientes obesos que praticavam atividade física com pacientes magros sedentários. Ao longo dos anos, os pacientes obesos ativos morreram menos que os magros sedentários!!
Entretanto, a atividade física não é a principal forma para alcançarmos o emagrecimento. Na verdade, de cada 10 kg que precisamos perder, conseguimos perder apenas 2 kg apenas com a atividade física!! Os outros 8 kg fica por conta da dieta.
Quer saber mais sobre Atividade Física? É só clicar no link abaixo:
https://www.endocrino.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-atividade-fisica-2/
Emagrecimento e dieta
Para que possamos ter um emagrecimento sustentável e saudável é indispensável termos uma dieta equilibrada

A palavra “Dieta” vem do latim “diaeta“, que por sua vez foi derivada do grego “δίαιτα” (díaita).
No grego antigo, díaita significava “modo de viver” ou “estilo de vida”, abrangendo não apenas os hábitos alimentares, mas também uma abordagem mais ampla de saúde e bem-estar.
Desta forma, uma dieta equilibrada inclui:
- Alimentação equilibrada, com as quantidades certas dos nutrientes essenciais a nossa saúde;
- Descanso adequado, com um boa noite de sono;
- Lazer;
- Equilíbrio emocional;
- Manejo do estresse.
Cada um desses itens tem um impacto na nossa saúde e no nosso potencial de emagrecimento. Cada um deles deve fazer parte da nossa “dieta”.
Emagrecimento e alimentação
Certamente, dentre os vários componentes da nossa dieta, a alimentação tem o maior destaque.
A relação do ser humano com a comida é muito complexa!
Comemos principalmente para nos mantermos vivos. Mas a comida também nos dá prazer e faz parte de vários rituais sociais que cultivamos.
Se conseguíssemos comer apenas o necessário para podermos manter nossa saúde, não teríamos problemas com a obesidade. Entretanto, a coisa não é tão simples.
Desta forma, o emagrecimento saudável está profundamente ligado à alimentação equilibrada, sendo essencial adotar hábitos que promovam não apenas a perda de peso, mas também o bem-estar físico e mental.
Mais do que uma simples contagem de calorias ou dietas restritivas, o foco deve estar na qualidade dos alimentos e na constância das escolhas alimentares ao longo do tempo.
Alimentação: O segredo para o emagrecimento

Uma alimentação balanceada inclui uma variedade de nutrientes que o corpo necessita, como proteínas magras, carboidratos integrais, gorduras boas, vitaminas e minerais.
Incorporar vegetais, frutas, grãos integrais e proteínas de qualidade no dia a dia garante a manutenção da saúde e oferece a energia necessária para as atividades diárias.
Além disso, práticas como a moderação no consumo de açúcares refinados, ultra processados e gorduras saturadas podem trazer benefícios consideráveis.
Outro aspecto importante é a relação emocional com a comida.
Comer de forma consciente e evitar descontar emoções, como estresse ou ansiedade, em refeições exageradas são passos fundamentais.
A hidratação também desempenha um papel crucial: beber água ao longo do dia contribui para o bom funcionamento do organismo e auxilia no controle da fome.
A construção de uma dieta saudável não é suficiente para conseguirmos um emagrecimento desejado. Além de equilibrada e nutritiva, a alimentação tem que ter a quantidade certa de calorias.
Por isso, o acompanhamento de profissionais de saúde, como nutricionistas e endocrinologistas, é indispensável para planejar estratégias personalizadas e seguras.
O equilíbrio é a chave: um corpo saudável é reflexo de escolhas conscientes e hábitos consistentes, não de medidas extremas.
Medicamentos para o emagrecimento
Atualmente vivemos uma explosão de novo medicamentos para ajudar no processo de emagrecimento. Desta forma, é importante esclarecermos alguns pontos:

Nenhuma medicação utilizada hoje para promover o emagrecimento promove queima ou perda de calorias.
As medicações atuam reduzindo a fome. O que promove a perda de peso é a dieta e a atividade física.
Canetas Emagrecedoras

O Que São as Canetas para Emagrecer e Como Elas Podem Ajudar na Sua Jornada do Emagrecimento
A busca por soluções eficazes para o controle do peso é uma realidade para muitas pessoas.
Nesse cenário, um tema tem ganhado destaque e gerado bastante curiosidade: as canetas injetáveis para o emagrecimento.
Mas, afinal, o que são essas ferramentas e como elas podem ser um suporte na sua jornada rumo a uma vida mais saudável?
As popularmente conhecidas “canetas para emagrecer” são, na verdade, dispositivos de aplicação de medicamentos específicos desenvolvidos para auxiliar no tratamento do diabetes tipo 2 e no manejo do peso corporal.
Diferente de uma “solução milagrosa”, elas funcionam como um apoio científico que atua em mecanismos biológicos importantes para o controle do apetite e da saciedade.
Como Funcionam e Para Quem São Indicadas?
Esses medicamentos agem, principalmente, de duas maneiras cruciais:
- Regulação do Apetite: Eles influenciam a comunicação entre o intestino e o cérebro, diminuindo a sensação de fome e ajudando a controlar o impulso de comer em excesso.
- Aumento da Saciedade: O corpo passa a se sentir satisfeito com menores quantidades de alimento, o que facilita a adesão a uma dieta com restrição calórica.
É importante ressaltar que a indicação para o uso dessas canetas não é universal.
Elas são prescritas pelo endocrinologista após uma avaliação minuciosa do seu histórico de saúde, do seu Índice de Massa Corporal (IMC) e da presença de outras condições clínicas.
Ou seja, as canetas emagrecedoras não são para todos, e a decisão de uso é sempre médica.
O Papel das Canetas na Sua Jornada do Emagrecimento
Quando utilizadas sob orientação médica, essas canetas podem ser um diferencial significativo na sua jornada de emagrecimento.

Elas não substituem a necessidade de mudanças no estilo de vida, como uma alimentação balanceada e a prática regular de atividade física, mas sim potencializam os resultados desses esforços. Veja como elas podem ajudar:
- Facilitam a Adesão à Dieta: Ao reduzir a fome e aumentar a saciedade, fica mais fácil seguir um plano alimentar mais saudável, controlando as porções e escolhendo alimentos nutritivos.
- Auxiliam no Controle de Compulsões: Para quem luta contra episódios de compulsão alimentar, a regulação do apetite proporcionada por esses medicamentos pode ser um grande aliado.
- Resultados Mais Sustentáveis: Ao integrar a medicação a um estilo de vida saudável, as chances de manter o peso perdido a longo prazo aumentam consideravelmente.
- Suporte no Combate a Condições Associadas: Para pacientes com diabetes tipo 2 ou pré-diabetes, por exemplo, além de auxiliar no peso, esses medicamentos podem contribuir para o melhor controle glicêmico.
Acompanhamento Médico é Essencial
A segurança e a eficácia do uso das canetas para emagrecer dependem fundamentalmente do acompanhamento de um especialista.

O endocrinologista é o profissional capacitado para:
- Determinar se você é um candidato adequado para esse tipo de tratamento.
- Prescrever a dosagem correta e orientar sobre a aplicação.
- Monitorar seu progresso e gerenciar possíveis efeitos colaterais.
- Integrar o uso da medicação a um plano de emagrecimento completo, que inclua orientações nutricionais e de atividade física.
Além da Dieta: O Papel das Canetas Injetáveis no Emagrecimento
Historicamente, o foco no emagrecimento recaiu quase que exclusivamente sobre a redução calórica e o aumento do gasto energético.
No entanto, a ciência moderna nos mostra que o controle do peso é um fenômeno complexo, que envolve hormônios, metabolismo, genética e até mesmo aspectos psicológicos.
Para muitas pessoas, a simples força de vontade não é suficiente para superar os poderosos sinais biológicos de fome e o desejo por alimentos.
Por Que “Além da Dieta”? O Que as Canetas Trazem de Novo
As canetas injetáveis contêm medicamentos que atuam diretamente em vias hormonais e neurológicas relacionadas à regulação do apetite e à sensação de saciedade.

Elas não são um substituto para uma alimentação saudável, mas sim uma ferramenta que potencializa os resultados da dieta e do exercício, tornando o processo de emagrecimento mais eficaz e menos desafiador.
Veja como elas agem “além da dieta”:
- Controle da Fome Biológica: Para quem sente uma fome constante ou intensa, essas medicações podem reduzir significativamente esse impulso, facilitando a adesão ao plano alimentar. Não se trata apenas de “ter disciplina”, mas de ajustar os sinais internos do corpo.
- Aumento da Saciedade Duradoura: As canetas ajudam o corpo a se sentir satisfeito com menores porções de comida por mais tempo, evitando os lanches desnecessários e a superalimentação.
- Melhora Metabólica: Esses medicamentos também trazem benefícios metabólicos, como a melhora do controle da glicose, o que é particularmente relevante para pacientes com pré-diabetes ou diabetes tipo 2.
- Suporte no Longo Prazo: Manter o peso perdido é um desafio ainda maior do que emagrecer. As canetas podem oferecer um suporte contínuo, ajudando a combater o “efeito sanfona” e a manter os resultados alcançados.
Canetas para Emagrecer: Mitos, Verdades e o Papel do Endocrinologista
Discutidas em rodas de amigos, redes sociais e até mesmo em programas de televisão, as canetas emagrecedoras têm gerado tanto curiosidade quanto dúvidas.
Afinal, o que é verdade e o que é mito sobre elas? E qual a importância de um acompanhamento médico especializado nesse processo?

Essas “canetas”, como popularmente são chamadas, são, na verdade, dispositivos que contêm medicamentos desenvolvidos para auxiliar na perda de peso e no controle de condições como o diabetes tipo 2.
Eles atuam em diferentes frentes, como na redução do apetite, no aumento da sensação de saciedade e na melhora do metabolismo.
No entanto, é fundamental entender que não se trata de uma solução mágica, mas sim de uma ferramenta de apoio dentro de um plano de tratamento abrangente.
Desvendando os Mitos e Confirmando as Verdades
É comum surgirem diversas informações desencontradas sobre as canetas para emagrecer.
Entre os mitos mais comuns, destacam-se a ideia de que elas substituem a necessidade de mudanças no estilo de vida (dieta e exercícios) ou que o uso garante um emagrecimento rápido e definitivo sem nenhum esforço.
A verdade é que esses medicamentos só são eficazes quando combinados com um plano alimentar balanceado e a prática regular de atividade física.
Eles potencializam os resultados e ajudam a manter o peso a longo prazo, mas não agem sozinhos.
Outro ponto importante a esclarecer é que o uso dessas medicações não é indicado para todos.
Elas são prescritas apenas para casos específicos, baseados no histórico de saúde do paciente, no Índice de Massa Corporal (IMC) e em outras condições clínicas associadas.
Os possíveis efeitos colaterais, embora geralmente leves e passageiros, precisam ser monitorados de perto.
As canetas para emagrecer representam, sim, um avanço significativo no tratamento da obesidade e do sobrepeso.
Contudo, seu uso seguro e eficaz exige orientação e acompanhamento profissional.
Não arrisque sua saúde com informações de fontes não confiáveis ou automedicação.
Busque sempre a expertise de um endocrinologista para um caminho seguro e personalizado rumo ao bem-estar e à saúde.
Canetas para o Controle de Peso: O que a Ciência Diz?
Com a popularidade crescente, é fundamental olharmos além do burburinho e entendermos o que a ciência tem a dizer sobre essas ferramentas.
Afinal, o que embasa sua eficácia e como elas se encaixam em uma estratégia de saúde?
As canetas de que tanto se fala contêm medicamentos que atuam no organismo de forma a influenciar o apetite e a saciedade.
Elas mimetizam ou potencializam a ação de hormônios naturais do corpo, como aqueles que sinalizam ao cérebro que estamos satisfeitos após uma refeição ou que regulam os níveis de açúcar no sangue.
Esse mecanismo complexo é o que permite uma redução significativa da fome e, consequentemente, uma menor ingestão calórica.
A Evidência Científica por Trás dos Resultados
A eficácia dessas medicações se baseia em rigorosos estudos clínicos realizados com milhares de participantes ao redor do mundo.

Essas pesquisas demonstram consistentemente que, quando combinadas com mudanças no estilo de vida – como uma dieta equilibrada e a prática regular de exercícios físicos –, as canetas injetáveis podem levar a uma perda de peso clinicamente significativa.
Os resultados mostram que pacientes que utilizam esses medicamentos sob orientação médica tendem a perder mais peso do que aqueles que apenas adotam as mudanças de estilo de vida.
Além da redução de peso, muitos estudos também apontam para melhorias em marcadores de saúde importantes, como o controle da glicose em pacientes com diabetes ou pré-diabetes, a diminuição da pressão arterial e a melhora do perfil lipídico.
Não é Magia, é Biologia
É crucial entender que essas canetas não são uma “solução mágica” ou um atalho.
Elas são ferramentas farmacológicas que atuam em processos biológicos complexos envolvidos na regulação do peso.
A ciência nos mostra que a obesidade é uma doença multifatorial, influenciada por genética, ambiente, metabolismo e comportamento.
Nesse contexto, esses medicamentos oferecem um apoio biológico valioso para ajudar o corpo a responder melhor aos esforços de emagrecimento.
Entretanto, a ciência também reforça que o sucesso a longo prazo depende da adesão a um acompanhamento médico contínuo e da incorporação de hábitos saudáveis sustentáveis.
O tratamento com as canetas deve ser visto como parte de um plano integrado, e não como um tratamento isolado.
Em suma, a ciência endossa o papel das canetas injetáveis como uma ferramenta terapêutica eficaz e segura no controle de peso, quando utilizadas de forma criteriosa e sob a supervisão de um especialista. Para entender se essa abordagem é a mais adequada para sua saúde, converse com seu endocrinologista e baseie suas decisões em evidências científicas sólidas.
Quer saber mais sobre a Obesidade? É só clicar nos links abaixo:
https://drfredericoanselmo.com.br/dicas-para-ajudar-na-perda-de-peso/
https://drfredericoanselmo.com.br/cuidados-com-as-mas-praticas-no-cuidado-da-obesidade/
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https://www.endocrino.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-obesidade-2/